Justiça com as próprias mãos - página 2
Justiça com as próprias mãos
O delegado quando soube,
Me chamou,
Para saber quem matou
Zé Calote e seu irmão;
Eu dei a ele meio copo de cachaça,
Só pra ver se a nuvem passa
E se o tempo fica bom.

É cabra bom!
Um presente ele merce;
Com o tempo desaparece
Caloteiro do sertão.

E no serrado
Só vai ficar quem trabalha,
Boto pra fora canalha,
Vagabundo e caloteiro.

A minha tulha
Ta cheia até o telhado,
Não precisa cadeado;
O guarda tá no terreiro

Cabra ruim aqui não entra;
E se tentar leva bala,
Fica mudo e perde a fala,
Mas tem que dizer quem é.

Aí então pode entrar,
Que a casa é sua;
Não posso deixar na rua;
Quem trabalha eu boto fé.

Todos sabemos
Que a justiça é muito mole;
Se agir,borra de medo
Do retorno e da vingança.

Por isto mesmo,
Estou fazendo minha parte;
Defender também é arte,
Que uso desde criança.

Meus avós sempre diziam:
Deus ajuda quem trabalha;
Hoje faço minha parte,
Que a justiça é muito falha.


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